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SAÚDE DA MULHER

PL 916/2026 melhora treinamento de RCP para mulheres

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Nikolas Ferreira diante do Congresso com manequim de treinamento de RCP e desfibrilador
Arte editorial: Portal Nikolas Ferreira

O PL 916/2026, de autoria de Nikolas Ferreira, estabelece diretrizes para que futuras compras e treinamentos federais de ressuscitação cardiopulmonar, a RCP, e uso de desfibrilador externo automático, o DEA, contemplem as anatomias masculina e feminina.

O projeto busca tornar a capacitação mais realista para o atendimento de mulheres. Ele foi apresentado em 4 de março de 2026 e, embora tenha recebido parecer favorável com substitutivo, ainda não virou lei.

O que muda nas compras públicas federais?

Em futuras licitações para manequins, torsos e simuladores de RCP e DEA, as especificações técnicas deverão contemplar as anatomias dos dois sexos. Isso poderá ser feito por modelos diferentes ou por acessórios que reproduzam as características necessárias ao treinamento.

O regulamento deverá definir a proporção dos simuladores a partir da participação de homens e mulheres na carga de cardiopatias e eventos relacionados, usando dados epidemiológicos oficiais.

O governo teria de jogar fora os manequins atuais?

Não. O PL afirma expressamente que os simuladores e materiais já existentes poderão continuar sendo usados. As novas regras serão aplicadas às compras e contratações futuras realizadas depois do início da vigência da eventual lei.

Essa cláusula evita uma substituição imediata dos equipamentos em uso e reduz o risco de desperdício de recursos públicos.

Como os treinamentos de RCP e DEA seriam adaptados?

Capacitações promovidas ou financiadas pela Administração Pública Federal deverão incluir prática com simuladores representativos das diferentes anatomias. Também deverão abordar sintomas, formas de abordagem, execução das manobras e posicionamento correto dos eletrodos do DEA em cada sexo.

O objetivo descrito na justificação é enfrentar disparidades no treinamento e barreiras que podem dificultar a resposta de socorristas diante de uma mulher em parada cardiorrespiratória.

A regra alcança quais órgãos?

O projeto abrange a Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional. Seu texto não cria uma obrigação geral e imediata para toda empresa privada, estado ou município.

Caso vire lei, as regras começarão a valer 180 dias depois da publicação, respeitando as alterações que eventualmente sejam aprovadas durante a tramitação.

O que aconteceu na Comissão de Saúde?

O deputado Duda Ramos apresentou parecer pela aprovação com substitutivo em 10 de junho de 2026. O prazo para emendas ao substitutivo terminou em 2 de julho, sem apresentação de emendas.

Em 15 de agosto de 2026, o PL estava pronto para pauta na Comissão de Saúde. A proposta ainda deverá percorrer outras etapas, incluindo as Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Acompanhe a ficha oficial do PL 916/2026.

Principais pontos

  • Futuras compras federais deverão contemplar anatomias masculina e feminina;
  • Treinamentos deverão abordar especificidades de RCP e uso do DEA em cada sexo;
  • Equipamentos existentes não precisarão ser substituídos imediatamente;
  • O texto original prevê vigência 180 dias após a publicação da eventual lei;
  • Em 15 de agosto de 2026, o projeto estava pronto para pauta na Comissão de Saúde.
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FAQ: Perguntas Frequentes

Por que treinar RCP em manequins com anatomia feminina?

Segundo a justificação do projeto, um treinamento mais representativo ajuda a abordar diferenças de anatomia, sintomas e posicionamento dos eletrodos, além de reduzir barreiras na resposta de emergência.

Os manequins atuais seriam descartados?

Não. O projeto preserva os materiais existentes e aplica as novas especificações somente às compras e contratações futuras.

A proposta vale para toda empresa privada?

O texto original estabelece diretrizes no âmbito da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional.

O PL 916/2026 foi aprovado?

O relator na Comissão de Saúde apresentou parecer favorável com substitutivo, mas o projeto ainda não concluiu sua tramitação e não virou lei.

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Nikolas é atualmente Deputado Federal pelo estado de Minas Gerais sendo, em 2022, eleito o deputado mais votado do país e o mais votado da história de Minas Gerais, com 1,49 milhão de votos e apenas 26 anos. Hoje, na Câmara e nas redes sociais, luta pela Verdade, pela Família e pelo Brasil.

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Nikolas Ferreira
O Autor

Nikolas Ferreira

Deputado Federal por Minas Gerais, PL

Colunista da Gazeta do Povo

Deputado Federal mais votado de todo o Brasil em 2022 e o mais votado da história de Minas Gerais. Mineiro de Belo Horizonte, cristão e conservador, tem sua atuação pautada pela defesa da família, da liberdade e do livre mercado. Formado em Direito pela PUC Minas, atua na Comissão de Constituição e Justiça e presidiu a Comissão de Educação da Câmara. É colunista do jornal Gazeta do Povo.