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EP 08: Jupira, morta-viva

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Nikolas Ferreira
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O silêncio que mata

Um povo que não conhece a sua história está fadado a repeti-la. Por essa razão a série 8 de janeiro é alvo do silêncio por parte deles, como Nikolas Ferreira destaca em seu pronunciamento. A história de Jupira Rodriguez é a história de milhões de brasileiros que vivem sob uma justiça com dois pesos e duas medidas.

Mãe de quatro filhos, dois adotados e dois biológicos, moradora de Betim em Minas Gerais, trabalhadora incansável como operadora de caixa e educadora. Jupira estava em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023 para participar de uma manifestação pacífica e calma. Não tinha armas. Não tinha violência. Tinha fé, esperança e uma filha ao seu lado. Hoje, condenada a 14 anos de prisão, Jupira é uma das evidências mais fortes de que a justiça brasileira opera em dois universos paralelos.

“Haviam dois policiais militares acompanhando os manifestantes de maneira tranquila e pacífica. A chegar em uma barreira policial, as pessoas foram revistadas, fato que para uma brasileira comum e defensora da ordem prontamente concordou.”

Nikolas Ferreira, em pronunciamento no YouTube.

A manifestação pacífica que virou caça

Jupira e sua filha Lara chegaram à Praça dos Três Poderes enquanto o Hino Nacional era tocado. Submeterem-se à revista policial, como qualquer cidadão respeitoso do estado de direito. O que aconteceu em seguida não foi lei, foi pura arbitrariedade institucionalizada.

“Uma hora para outra os tiros começaram a ser ouvidos e correr diante daquela multidão se tornou necessário. O único lugar que parecia ser mais favorável para se defender era dentro do próprio Planalto. Lá algumas pessoas já estavam vomitando, passando mal, chorando e outras servindo água na tentativa de ajudar quem estava precisando.”

Nikolas Ferreira, descrevendo os momentos críticos.

Quando os gases começaram a ser lançados, a polícia, com helicópteros e cavalaria, avançou sem distinção entre manifestante e criminoso. Jupira, desesperada, conseguiu entrar no Planalto onde tentava lavar o rosto para limpar os gases que queimavam seus olhos. Mulheres vomitavam, idosos passavam mal, pessoas gritavam pedindo ajuda. Ela se escondeu no terceiro andar, em uma sala, até que a polícia a removesse de lá. Fora do prédio, as bombas continuavam caindo.

Da prisão à desproporcionalidade de uma pena

“A polícia através de helicópteros e cavalaria entraram em ação. Jupira estava mais uma vez tentando lavar o rosto no banheiro, eram muitos gases, muitas bombas, o que era impossível de suportar. Após ser empurrada de maneira proposital pela ação policial, ela precisou se esconder em uma sala do terceiro andar.”

Nikolas Ferreira, sobre o momento da detenção.

Um policial comunica a Jupira que ela está presa, que seria encaminhada para o IML (Instituto de Medicina Legal) para fazer exames e ser levada até a comissária. Sua filha Lara foi encaminhada para um abrigo onde foi humilhada por funcionários que debochavam da prisão de sua mãe.

A condenação: 14 anos de prisão. Catorze anos de cadeia por estar pacificamente em Brasília no dia 8 de janeiro. Uma pena considerada desproporcional para quem não usou armas, não exerceu violência, não invadiu nada, apenas participou de uma manifestação ao lado de sua filha.

Principais pontos destacados

  • Jupira Rodriguez foi presa por participação pacífica na manifestação de 8 de janeiro de 2023 em Brasília
  • Condenada a 14 anos de prisão, pena desproporcional para o ato de estar presente
  • Enquanto isso, ex-governadores ligados ao PT permanecem soltos, com condenações anuladas
  • O ministro Alexandre de Moraes visitou o presídio onde Jupira estava
  • A desigualdade na aplicação da justiça revela o caráter seletivo do sistema brasileiro

A desigualdade que grita

Enquanto Jupira cumpre 14 anos por estar em Brasília no dia 8 de janeiro, outros casos correm em paralelo que revelam a natureza dupla da justiça brasileira. O ex-governador Sérgio Cabral, condenado e preso, teve seu último mandado revogado pela justiça. Está livre. Enquanto isso, Jupira continua encarcerada.

O pastor Jorge teve seu pedido de liberdade indeferido após uma negligência jurídica que o associou a uma pessoa diferente, sem sequer conferir o CPF, a filiação e o RG. Jorginho Cardoso teve seu nome ligado, por um jornal, ao financiamento de um ônibus para as manifestações, tudo sem provas, e o ministro trouxe essa reportagem para dentro do processo.

“Será que existem ainda argumentos? A justiça não está mais cega embora eles digam que sim. É um processo ou a Inquisição está de volta?”

Nikolas Ferreira.

A visita do ministro e o aplauso equivocado

Um detalhe que revelou a atmosfera daquele lugar: enquanto Jupira e outras mulheres estavam presas, um relógio de oração acontecia. O Pai Nosso era rezado. As presas solicitaram a permissão esse período curto de oração, momento em que o Alexandre de Moraes e a então ex-ministra Rosa Weber ficaram aguardando.

Quando a oração terminou, começou um aplauso. Mas não era para o ministro. Era para a oração. Houve até um acordo entre as mulheres de não baterem palmas enquanto o ministro estivesse por lá. Mas outras mulheres não ficaram sabendo e aplaudiram. O ministro confundiu as coisas e pensou que era para ele. Pequenos detalhes que revelam tudo sobre a índole daquele lugar.

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FAQ: Perguntas Frequentes

1. Quem é Jupira Rodriguez?

Jupira Rodriguez é uma mulher que foi presa por participar da manifestação de 8 de janeiro de 2023 em Brasília. Mãe de quatro filhos, trabalha como operadora de caixa e educadora, moradora de Betim em Minas Gerais. Sua participação foi pacífica, sem armas ou intenção de violência.

2. Por que Jupira foi presa?

Jupira foi presa por estar presente na Praça dos Três Poderes no dia 8 de janeiro de 2023. Participava de uma manifestação de forma pacífica ao lado de sua filha. Foi condenada a 14 anos de prisão pelo fato de estar lá naquele momento.

3. Qual foi a pena de Jupira e como é considerada?

Jupira foi condenada a 14 anos de prisão. Uma pena considerada desproporcional para quem participou pacificamente de uma manifestação, sem usar armas ou exercer violência contra qualquer pessoa.

4. Jupira tem provas de que estava presente?

Jupira continua presa pelo que não fez. Dela tem confissão que esteve no Quartel General e tem provas, DNA em uma garrafa de água. Porém, estar em um local não é crime. A desproporção da pena é o ponto central.

5. Alexandre de Moraes visitou Jupira na prisão?

Sim. Em 2023, o ministro Alexandre de Moraes, acompanhado pela então ex-ministra Rosa Weber, visitou o presídio onde Jupira estava. Disse que quem fez muito pagaria muito, quem fez pouco pagaria pouco, e quem não fez nada não pagaria nada.

6. Há outros casos semelhantes ao de Jupira?

Sim. O pastor Jorge teve seu pedido de liberdade indeferido por erro jurídico. Jorginho Cardoso foi associado ao financiamento de ônibus sem provas. Enquanto isso, ex-governadores como Sérgio Cabral permanecem livres, com condenações anuladas.

7. Qual é o status do caso de Jupira atualmente?

Jupira continua presa. O processo está em andamento, mas ela segue condenada aos 14 anos iniciais. Seu caso é apontado como exemplo da desigualdade e seletividade da justiça brasileira na aplicação das penas aos presos por 8 de janeiro.

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Nikolas é atualmente Deputado Federal pelo estado de Minas Gerais sendo, em 2022, eleito o deputado mais votado do país e o mais votado da história de Minas Gerais, com 1,49 milhão de votos e apenas 26 anos. Hoje, na Câmara e nas redes sociais, luta pela Verdade, pela Família e pelo Brasil.

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Nikolas Ferreira
O Autor

Nikolas Ferreira

Deputado Federal por Minas Gerais, PL

Colunista da Gazeta do Povo

Deputado Federal mais votado de todo o Brasil em 2022 e o mais votado da história de Minas Gerais. Mineiro de Belo Horizonte, cristão e conservador, tem sua atuação pautada pela defesa da família, da liberdade e do livre mercado. Formado em Direito pela PUC Minas, atua na Comissão de Constituição e Justiça e presidiu a Comissão de Educação da Câmara. É colunista do jornal Gazeta do Povo.