Nikolas Ferreira levanta questões críticas sobre a parcialidade da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) e a omissão do ministro da Justiça Flávio Dino na resposta aos eventos de 8 de janeiro de 2023. Em pronunciamento na sessão, Nikolas demonstra incoerência nas investigações, apontando que a mesma régua aplicada a policiais deveria ser aplicada aos ministros responsáveis pela segurança de Brasília naquele dia.
A parcialidade e a investigação seletiva
Nikolas critica a falta de imparcialidade da CPMI, afirmando que a comissão foi aberta para apurar tanto ações quanto omissões, mas a relatora acusou a polícia do Distrito Federal de ineficiência ou falta de ação. O deputado questiona por que a mesma acusação não se aplica aos ministros federais.
“A relatora disse que é ineficiência demais ou é não olhar o que estava acontecendo diante do Senhor. Você pode utilizar essa frase exatamente para o Flávio Dino e ela encaixa como uma luva, até mesmo porque passa aí para mim por gentileza os tweets que eu separei do Senhor Flávio Dino no dia 7/8 de 2023.” Nikolas Ferreira, em pronunciamento na CPMI.
O deputado apresenta tweets do ministro Flávio Dino publicados no dia 7 de janeiro de 2023, em que ele anunciava o auxílio da Força Nacional e novas providências contra atos antidemocráticos. No entanto, questiona por que essas forças não foram efetivamente empregadas para proteger Brasília.
O emprego da Força Nacional e a responsabilidade
Nikolas cita informações de um fotógrafo presente no local que viu a Força Nacional de Segurança estacionada no estacionamento do Ministério da Justiça. O deputado indaga por que, se a força estava lá, não foi empregada de forma efetiva na proteção.
“Nós trouxemos aqui o fotógrafo da Roy Deus que deixou claro que ele estacionou ali no estacionamento da do Ministério da Justiça e que ele viu a força nacional de segurança. Ou seja, porque não houve também um emprego disso?” Nikolas Ferreira, questionando a ação do ministério.
O próprio Flávio Dino havia assinado a Portaria do Ministério da Justiça 272/2023, que autorizava a Força Nacional a auxiliar na proteção da ordem pública e do patrimônio entre 7, 8 e 9 de janeiro. Segundo Nikolas, se não houve proteção adequada, essa responsabilidade recai sobre alguém.
A blindagem política da esquerda
Nikolas critica a base do governo Lula na CPMI, acusando-a de impedir a investigação completa. Ele observa que quando deputados de oposição apresentam requerimentos para convocar certos ministros, a esquerda “permanece em excelente horas”.
“Quando nós vamos ligando os pontos, quando se diz respeito por exemplo as câmeras do Ministério da Justiça, porque que a base aqui do governo Lula, a base do Dino que foi colocado aqui para poder defendê-lo e brindalo porque não ficou indignado quando a totalidade das câmeras não foram enviadas?” Nikolas Ferreira, na sessão da CPMI.
O deputado questiona por que a Força Nacional não foi convocada para depor e por que outras figuras-chave, como Flávio Dino e o Capelli (interventor um dia após), não foram chamados. Para Nikolas, essa ausência configura uma blindagem política em favor do ministro Flávio Dino.
A diferença entre investigações seletivas
Nikolas compara a velocidade de investigação da CPMI sobre alegado financiamento de venda de joias por Bolsonaro com a lentidão em investigar omissões de ministros. Ele aponta que ambas as linhas investigativas deveriam ter o mesmo rigor, mas a oposição demonstra interesse apenas naquilo que prejudica seus adversários.
“Qual vocês acham mais velocílio como vocês acham que de fato está mais atrelado a realidade? Simples assim porque nós aqui como CPI nós estamos colocando os nossos poderes em atuação.” Nikolas Ferreira, destacando a seletividade das investigações.
O deputado ressalta que quando há comprovação de arbitrariedades jurídicas, como prisões indevidas de pessoas vulneráveis (inclusive um autista de nível 5 e moradores de rua), não há nota de repúdio da esquerda ou movimentos de direitos humanos.
Principais pontos
- A CPMI foi aberta para apurar ações e omissões, mas a relatora acusa apenas a polícia do Distrito Federal;
- Flávio Dino anunciou a ação da Força Nacional nos tweets de 7/8 de janeiro, mas ela não foi efetivamente empregada;
- A Portaria 272/2023 autorizava a Força Nacional na proteção de Brasília entre 7, 8 e 9 de janeiro;
- A base do governo Lula na CPMI impede a convocação de ministros federais;
- A investigação é seletiva, rápida para financiamento de joias e lenta para omissões de ministros;
- Arbitrariedades jurídicas (prisões de pessoas vulneráveis) não geram indignação da esquerda.
Perguntas frequentes (FAQ)
1. O que é a CPMI de 8 de janeiro?
A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) foi criada para apurar os eventos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília. Seu objetivo é investigar ações e omissões relacionadas aos atos que ocorreram naquela data, incluindo o papel de instituições de segurança e do governo federal.
2. Qual foi o papel de Flávio Dino nos eventos de 8 de janeiro?
Flávio Dino era o ministro da Justiça à época. Ele assinou a Portaria 272/2023, autorizando a Força Nacional a auxiliar na proteção de Brasília entre 7, 8 e 9 de janeiro. Nikolas questiona por que, sendo autorizada, a Força Nacional não foi efetivamente empregada.
3. Por que Nikolas compara a Polícia do Distrito Federal com o ministro Dino?
Nikolas afirma que a relatora da CPMI acusou a polícia do DF de ineficiência ou negligência. Ele argumenta que a mesma régua deveria ser aplicada ao ministro federal responsável pela segurança, que possuía poder para empregar a Força Nacional.
4. O que a base governista faz na CPMI para impedir investigações?
Segundo Nikolas, a base do governo Lula resiste a convocações de ministros como Flávio Dino e rejeita questionamentos sobre câmeras do Ministério da Justiça. Ele vê isso como uma blindagem política em favor do ministro.
5. Qual é o argumento de Nikolas sobre a seletividade da investigação?
Nikolas aponta que a CPMI investiga rapidamente acusações contra Bolsonaro (financiamento de joias), mas é lenta em investigar omissões de ministros federais. Para ele, isso demonstra que a CPMI não busca a verdade, mas prejudicar adversários políticos.
6. Como as arbitrariedades jurídicas se relacionam com o tema da CPMI?
Nikolas menciona que pessoas foram presas indevidamente durante os eventos de 8 de janeiro, incluindo um autista de nível 5 e moradores de rua. Ele critica a falta de indignação da esquerda sobre essas prisões, acusando a de usar direitos humanos de forma seletiva.
7. Qual é a conclusão de Nikolas sobre a CPMI?
Nikolas conclui que a CPMI é parcial e cumpre agenda política, não investigação genuína. Ele afirma que acredita que a verdade prevalecerá, apesar da falta de cooperação da base governista.
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FAQ: Perguntas Frequentes
Sobre o que trata o artigo “Nikolas revela a omissão de Dino na CPMI”?
Nikolas questiona a parcialidade da CPMI e a omissão do ministro Flávio Dino na proteção de Brasília em 8 de janeiro.
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