Você sabe o que detergente, carne, energia e ovos têm em comum? Os irmãos Batista, os homens mais sortudos do Brasil. E não é sorte não, é privilégio sistemático. A marca mais famosa de detergente no Brasil, que é a IPê, tinha donos que doaram mais de R$ 15 milhões para a campanha do Bolsonaro. Hoje seus produtos foram suspensos pela Anvisa. Mas o que você provavelmente não sabe é que toda vez que um setor econômico entra no radar deles, aparece uma portaria, uma decisão que os favorece e enterra a pequena concorrência.
O monopólio disfarçado da limpeza
A história da IPê e da Minuano mostra bem como funciona esse padrão. Enquanto a Anvisa suspende os produtos da IPê, ninguém conversa sobre quem ganhou com isso.
“A marca mais famosa de detergente no Brasil, que é a IP, que na época da campanha os donos doaram mais de R$ 15 milhão para a campanha do Bolsonaro. Seus produtos agora foram suspensos pela Anvisa. Tá, mas isso aí todo mundo já sabe. Que você não sabe que a principal concorrente da IP é a Minoano. E adivinha quem é dono do grupo que a Mino faz parte? Exato. Os irmãos Batista.” Nikolas Ferreira, em denúncia sobre o monopólio empresarial.
Quando a concorrência direta também é controlada pelos mesmos donos, não existe mercado livre. Existe cartel. E quando a Anvisa age contra um dos nomes da mesma empresa, quem ganha é sempre o mesmo lado.
A farsa do carimbo obrigatório nos ovos
Em janeiro de 2025, os irmãos Batista compram metade da Mantiqueira, que é a maior produtora de ovos do Brasil. Semanas depois, o governo publica uma portaria dizendo que os ovos vendidos a granel deveriam ter um carimbo obrigatório. Só que muito barulho no Congresso Nacional e na população fez o governo recuar e revogar esse carimbo. Coincidência? Talvez. Mas vamos ver quem realmente se beneficiaria.
“Em janeiro de 2025, os irmãos Batista compram metade da mantiqueira, que é a maior produtora de ovos do Brasil. Semanas depois, o governo publica uma portaria dizendo que os ovos vendidos a granel deveria ter um carimbo obrigatório. Depois de muita pressão do Congresso Nacional, da população, eles revogaram este carimbo obrigatório. Será que se tivesse entrado em vigor iria ajudar quem?” Nikolas Ferreira, analisando o esquema do agronegócio.
Os pequenos produtores não tinham a tecnologia para implementar esse carimbo. Quem tinha? Os irmãos Batista, que tinham acabado de comprar a Mantiqueira. Era o ideal: uma portaria que mataria a concorrência pequena e entregaria o mercado para eles. Mas a pressão popular impediu. Dessa vez.
As usinas da Eletrobras e a dívida que virou sua
Agora vem a mais audaciosa. Em 2024, os Irmãos Batista compram três usinas da Eletrobras por R$ 4,7 bilhões. Três dias depois, o governo Lula publica uma medida provisória para passar a dívida dessas usinas para onde? Para a sua conta de luz. Uma dívida de R$ 10 bilhões que tinha nome de dono agora passa a ser custo do brasileiro.
“Os Irmãos Batista compram três usinas da Eletrobras por um valor de R$ 4.7 bilhões. Três dias depois, o governo Lula ali publica uma medida provisória para poder passar a dívida dessas usinas para onde? Adivinha? Sim, pra sua conta de luz. Uma dívida de R$ 10 bilhões.” Nikolas Ferreira, sobre o roubo institucionalizado da energia pública.
Quem ganhou com isso? Os irmãos Batista. Quem perdeu? Você. E isso não vem de opinião minha. A Globo noticiou. Sim, a Globo.
O histórico de corrupção e a delação premiada
Essa história de favorecimento não começou ontem. Em 2017, Joesley Batista faz uma delação dizendo que entregou quase 150 milhões de dólares para o ex-presidente Lula e para a ex-presidente Dilma em propina. Foram presos, depois foram soltos como sempre no Brasil. Tempo passa. Nada muda para eles. Em 2022, os irmãos Batista contratam o Zanin, que tinha sido o advogado do Lula para poder livrar eles dessa multa bilionária da JBS.
“Em 2017, Joasley Batista, ele faz uma delação dizendo que ele entregou quase 150 milhões de dólares para ex-presidente Dilma e para o Lula em propina.” Nikolas Ferreira, sobre a corrupção documentada.
O ciclo é sempre o mesmo: acusação, delação, prisão, soltura, voltam aos negócios. E enquanto isso, as pequenas empresas que deveriam concorrer com eles são esmagadas por portarias e decisões que ninguém explica.
Zanin: do advogado dos Batista ao ministro do STF
Um ano depois de contratar Zanin como advogado, ele que era ex-advogado do Lula e que era também advogado do Joesley Batista, acaba se tornando ministro do STF indicado pelo Lula. Aí o ministro Zanin corretamente toma a posição de se declarar impedido de relatar qualquer tipo de caso envolvendo os Batista. Afinal de contas, ele foi advogado deles. Correto? Lógico. Mas no Brasil sempre tem um jeitinho.
“Um ano depois, o Zanin, que era ex-advogado do Lula e que era também advogado do Joesley Batista, acaba se tornando ministro do STF indicado pelo Lula.” Nikolas Ferreira, sobre o conflito de interesses no Judiciário.
Vem um outro juiz e suspende a multa deles de R$ 10 bilhões. Esse juiz se chama Diasol, indicado também pelo Lula. Que sorte extraordinária terem sempre alguém esperando nos bastidores.
O padrão que se repete sempre
Toda vez que um setor da economia entra no radar deles, sempre aparece uma portaria, uma decisão que os favorece, gravando a pequena concorrência e abrindo o caminho para o grandioso império deles. Não é acaso. É sistema. E o pior é saber que tudo isso acontece na frente de quem tem poder para agir, e ninguém faz nada. Como deputado, eu poderia acionar o PGR, o Ministério Público. Mas sinceramente, será que todas essas coincidências estão acontecendo sem ninguém saber, sem ninguém concordar ou até mesmo, sei lá, ajudar?
“Toda vez que um setor da economia entra no radar deles, sempre aparece uma portaria, uma decisão que eles favorecem, gravando a pequena concorrência e abrindo o caminho para o grandioso império deles.” Nikolas Ferreira, sobre a sistemática de favorecimento corporativo.
Ao longo da história, os irmãos Batista foram envolvidos em diversos escândalos de corrupção. Em 2017, vários corruptos foram presos na Lava-Jato e eu pensei que o Brasil ia pra frente. Mas não foi. O Lula estava sendo preso, acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro. Achei que agora ia. Mas não foi.
O que a gente sente hoje é que o crime no Brasil compensa
Hoje não temos nenhum corrupto da Lava-Jato mais preso. O Lula tá solto, os irmãos Batista operando como se nada tivesse acontecido. Temos agora um caso envolvendo políticos, autoridades, esposa de ministro com contrato de 129 milhões com o banco que tá envolvido até o talo em escândalo. Isso é inacreditável. Como não é falado todos os dias? Porque isso aqui é o maior escândalo da história do Brasil. Mas a esposa de quem? Do dono do Brasil. Então não vai dar nada. A galera fica pianinho.
Mas, sinceramente, não é novidade para ninguém que as instituições do Brasil estão viciadas. Combinadas por pessoas que não colocam o Brasil em primeiro lugar. Isso aí é fato. Mas sendo bem sincero, quem é que fica conformado com tudo isso? Não é o brasileiro. Eles só conseguem fazer aquilo que fazem exatamente porque tem gente que se acomodou e largou mão.
Principais pontos destacados
- Os irmãos Batista controlam monopólios em detergentes (IPê e Minuano), produção de ovos (Mantiqueira) e energia (usinas da Eletrobras)
- Portarias governamentais favorecem sistematicamente seus negócios enquanto eliminam a concorrência pequena
- Uma dívida de R$ 10 bilhões das usinas foi transferida para a conta de luz do brasileiro
- Joesley Batista fez delação confessando 150 milhões de dólares em propinas a Lula e Dilma
- Zanin, advogado dos Batista, virou ministro do STF e se declarou impedido de julgar o caso
- Outro ministro do STF, Diasol, suspendeu a multa bilionária dos Batista
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FAQ: Perguntas Frequentes
1. Quem são os irmãos Batista e por que são tão poderosos?
Os irmãos Batista, através da holding JBS, controlam praticamente todos os setores da economia brasileira: carnes, energia, limpeza, alimentos. Essa concentração de poder faz com que tenham capacidade de influenciar decisões governamentais que os beneficiam sistematicamente. Joesley Batista, em delação premiada de 2017, confessou ter entregado 150 milhões de dólares em propinas.
2. A suspensão dos produtos IPê pela Anvisa foi justa ou favorecimento?
A Anvisa agiu corretamente ao suspender produtos que oferecem risco à saúde pública. O problema não é a suspensão em si, mas o fato de que a principal concorrente (Minuano) também é controlada pelos Batista. Então, em vez de abrir mercado, a suspensão fechou ainda mais a concorrência.
3. Como a dívida da Eletrobras virou custo para o consumidor?
Os Batista compraram três usinas da Eletrobras com dívida de R$ 10 bilhões. Três dias depois, uma medida provisória do governo transferiu essa dívida para a União, que a repassou para as contas de luz do brasileiro. Quem comprou o ativo ganhou, quem pagou foi você.
4. Zanin realmente se declarou impedido de julgar o caso dos Batista?
Sim. Zanin, que foi advogado dos Batista e do Lula, virou ministro do STF indicado pelo Lula. Corretamente, se declarou impedido de julgar qualquer caso envolvendo os Batista. Mas aí aparece outro ministro, Diasol, que também foi indicado pelo Lula e suspende a multa deles. É sempre a mesma estrutura operando.
5. Por que a Lava-Jato não impediu essa situação?
A Lava-Jato prendeu corruptos em 2017, incluindo os Batista. Mas eles foram soltos. O Lula também foi preso acusado de corrupção, mas também foi solto. Quando todos os atores saem da cadeia, voltam aos negócios e o sistema continua operando como antes. O padrão se repetiu.
6. Isso é realmente o maior escândalo da história do Brasil?
Tem um escândalo envolvendo esposa de ministro com contrato de 129 milhões com banco envolvido em corrupção. Mas como é da esposa do dono do Brasil, ninguém faz nada. É o maior porque envolve valor gigantesco, múltiplos setores econômicos, ministros do STF, e ninguém está preso.
7. O que o brasileiro comum pode fazer diante disso?
As instituições estão viciadas, mas quem permite que funcionem assim é a acomodação. Precisamos de brasileiros diferentes e pessoas no Congresso com caráter e princípios. As eleições de 2026 são oportunidade para colocar lá quem realmente defende o Brasil em primeiro lugar, não quem se alinha com esse sistema corrupto.
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