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ANÁLISE

O que é fascismo

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Nikolas Ferreira
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Nikolas Ferreira desconstrói um conceito que muita gente usa errado nas redes sociais: o que é, de fato, o fascismo. Enquanto uns xingam de “fascista” sem nem saber escrever a palavra direito, Nikolas vai lá na história, lê o livro que o próprio Mussolini publicou em 1935 e mostra o DNA da ideologia. O detalhe mais surpreendente da análise? O fascismo não tem nada a ver com a direita, como a narrativa padrão prega. Trata-se de um centralismo extremo, característico da esquerda.

Neste vídeo

A origem do fascismo: Corradini e Rocco

O fascismo não nasceu do nada. Nikolas recua na história para mostrar que dois italianos, Enrico Corradini e Alfredo Rocco, perceberam que a luta entre proletários e burgueses, dentro de uma nação, não funcionava. O burguês privilegiado podia ficar isolado no território nacional, e o proletário italiano que ia trabalhar na Inglaterra simplesmente virava um desempregado, não um operário internacionalista. A saída deles foi criar uma guerra de classes entre nações inteiras, não entre indivíduos.

“Eles perceberam que não adiantava mais fazer uma guerra entre proletário e burguês porque não deu certo. E aí eles precisavam fazer uma guerra entre nações proletárias e nações burguesas, e foi isso que eles quiseram fazer.” Nikolas Ferreira, durante análise do fascismo.

Essa mudança de escopo foi crucial. Se antes a ideia era derrotar o capitalista individual, agora virava uma questão geopolítica de dominação estatal. Mussolini pegou essa raiz e a transformou em doutrina oficial, publicando, em 1935, o livro “As Doutrinas do Fascismo”.

O que Mussolini realmente disse

O próprio Mussolini começou sua obra com uma frase que já deixa clara a posição ideológica: “O fascismo é oposto ao liberalismo clássico”. Só isso já dá uma dica sobre o espectro político. Mas há mais. Mussolini escreveu que o estado não é apenas uma autoridade que governa, conferindo forma legal e espiritual aos valores da vontade individual. O estado vai muito além.

“O estado não é apenas autoridade que governa e confere forma legal espiritual aos valores da vontade individual. O estado que governa e confere forma legal e espiritual aos valores da vontade humana, ou seja, ele comanda as suas vontades individuais e te dá uma forma legal e espiritual dos valores.” Nikolas Ferreira, lendo diretamente de Mussolini.

Traduzindo: não é você que manda em si mesmo. O estado é quem define o seu propósito, a sua forma de estar no mundo, a sua espiritualidade. Tudo passa pelo filtro estatal. Nikolas marca aqui uma conexão com o Brasil contemporâneo: quando o governo ou a escola se coloca acima da família na educação dos filhos, isso é fascismo. Quando o coletivo estatal decide por você, isso é fascismo.

Fascismo é um estado totalizador

Mussolini foi explícito sobre isso no seu livro. O estado fascista é um padrão que impõe uma regra de conduta integral para cada pessoa. Ele permeia não apenas a ação externa, mas o intelecto, a forma de pensar.

“O estado fascista é um padrão que internamente aceita uma regra de conduta, uma disciplina integral para a pessoa. Ele permeia a vontade e também o intelecto.” Nikolas Ferreira, citando diretamente Mussolini.

Nikolas aponta que essas marcas são visíveis nas universidades brasileiras atualmente. Um aluno conservador que questiona o professor não é visto como crítico ou pensador independente, é visto como intolerante. O espaço que deveria ser de pluralismo de ideias vira um campo de coerção intelectual. O estado fascista “permeia o intelecto”, e é exatamente isso que está acontecendo.

O estado como modelador de consciências

Mussolini resumiu a filosofia fascista de forma brutal e honesta em uma passagem que Nikolas lê com ênfase: o fascismo não é apenas um provedor de leis ou fundador de instituições. É um educador e um promotor da vida espiritual. Seu objetivo é remodelar não apenas as formas de vida, mas também o seu conteúdo, o homem, seu caráter, sua fé.

“O fascismo não é apenas um provedor de leis e fundador de instituições. Mas o educador e um promotor da vida espiritual. Ele visa remodelar não apenas as formas de vida mas também seu conteúdo, o homem, seu caráter e sua fé. Pra chegar a este propósito ele aplica disciplina e os autoridade entrando na alma e governando com incontestável domínio.” Nikolas Ferreira, em pronunciamento no YouTube.

Isso é o que Nikolas observa na prática: uma pessoa cristã entra na universidade e, em menos de um ano, mudou radicalmente seus valores morais. Isso não é convencimento intelectual nem vontade própria. É modelagem. O estado fascista entra na alma.

Fascismo versus socialismo: qual a diferença

Nikolas faz uma distinção que a narrativa política costuma ignorar. Fascismo e socialismo compartilham a mesma base teórica: ambos querem uma guerra entre classes de nações, ambos querem centralização estatal total. A única diferença é o estilo.

“O socialismo ele é mais fosse, ele não vamos tomar a mente das pessoas, vão realmente fazer guerra e deixar todo mundo abaixo do estado mas vamos tomar isso com mais cautela, vamos botando melzinha ali se negando a sua verdadeira face. E já o fascismo novo já faz isso, já chegou olha é pau mesmo.” Nikolas Ferreira, comparando as ideologias.

Em outras palavras: o socialismo nega sua natureza totalitária, disfarça a dominação. O fascismo não nega, ele fala claramente “vamos quebrar para cima, vamos tomar na base da violência, o estado é soberano”. Um é envergonhado da sua face real, o outro é descarado. Mas estruturalmente são a mesma coisa: centralismo estatal extremo.

Por que chamam tudo de fascismo

A ironia amarga que Nikolas aponta é que os próprios comunistas, que adotam as mesmas estruturas de controle estatal total, é que saem chamando todo mundo que discorda deles de fascista. O estudante conservador na universidade que ousa discordar do professor, levando tapa de “fascista”. O deputado que vota diferente recebe o mesmo rótulo.

“Por que que os outros então fica chamando a gente de fascista é porque o seguinte, tudo aquilo que o comunista ele não gosta ele chama de fascista. Então por isso que você estudante conservador também seguir chega na faculdade você vai ser chamado de fascista.” Nikolas Ferreira, explicando o uso político do termo.

O termo virou uma arma retórica esvaziada de sentido. Qualquer um que resista à narrativa de esquerda é chamado fascista. Mas quando você lê Mussolini e vê as estruturas de controle que ele descreveu operando nas instituições brasileiras atualmente, percebe que o fascismo real não está na direita, está na esquerda.

Principais pontos

  • Fascismo nasceu de uma reinterpretação do marxismo por Corradini e Rocco: não havia luta entre classes, mas entre nações inteiras;
  • Mussolini publicou “As Doutrinas do Fascismo” em 1935, explicitando que o estado controla não apenas ações, mas vontade e intelecto;
  • O fascismo é um totalitarismo que entra na alma, remodela consciências e nega liberdade individual;
  • Fascismo e socialismo compartilham a mesma base centralista; a diferença é que um nega sua natureza agressiva e o outro a assume;
  • O fascismo não é característico da direita, mas da esquerda, apesar da narrativa convencional;
  • A modelagem estatal de consciências é visível nas universidades brasileiras;
  • O termo fascista é usado seletivamente como arma política para desqualificar opositores.
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FAQ: Perguntas Frequentes

1. Qual é a diferença entre fascismo e conservadorismo?

Fascismo é um sistema de poder totalitário em que o estado controla consciências e vontades. Conservadorismo é uma posição política que busca preservar valores tradicionais e limitar a intervenção estatal. Um é centralista e agressivo, o outro é descentralizador. São opostos.

2. Por que Nikolas diz que fascismo é de esquerda?

Porque ambos, fascismo e socialismo, compartilham o centralismo estatal extremo. A diferença é que o socialismo nega essa natureza agressiva, enquanto o fascismo a assume. Mas estruturalmente, são a mesma coisa: o estado acima de tudo.

3. Mussolini era de direita ou de esquerda?

Mussolini começou como socialista e transformou o socialismo em fascismo. A mudança não foi ideológica radical, foi apenas uma reorganização: em vez de luta entre classes dentro de nações, uma guerra entre nações inteiras. O estado continuava central em ambas as formas.

4. O que Mussolini quis dizer com “remodelar o homem”?

Que o estado fascista não apenas dita as leis, mas entra na alma das pessoas, define seus valores, sua espiritualidade, seu caráter. Não deixa espaço para consciência individual. Tudo passa pelo filtro estatal.

5. Isso que está acontecendo nas universidades brasileiras é fascismo?

Segundo a análise de Nikolas, sim. Quando o professor exerce autoridade sobre o intelecto do aluno de forma coercitiva, quando questionar é considerado intolerância, quando o pensamento único é imposto, isso é modelagem fascista de consciências.

6. Como diferenciar fascismo de autoritarismo simples?

Fascismo é um tipo específico de autoritarismo que envolve centralismo estatal, modelagem de consciências, negação de liberdade individual e controle total da vida pública e privada. Nem todo autoritarismo é fascismo, mas todo fascismo é autoritário.

7. Por que o termo “fascista” é usado de forma tão solta nas redes sociais?

Porque virou uma arma política. Qualquer pessoa que discorda da narrativa de esquerda é chamada de fascista, mesmo que essa pessoa defend valores de liberdade individual que são opostos ao fascismo. O termo perdeu seu significado de tão banalizado.

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Nikolas é atualmente Deputado Federal pelo estado de Minas Gerais sendo, em 2022, eleito o deputado mais votado do país e o mais votado da história de Minas Gerais, com 1,49 milhão de votos e apenas 26 anos. Hoje, na Câmara e nas redes sociais, luta pela Verdade, pela Família e pelo Brasil.

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Nikolas Ferreira
O Autor

Nikolas Ferreira

Deputado Federal por Minas Gerais, PL

Colunista da Gazeta do Povo

Deputado Federal mais votado de todo o Brasil em 2022 e o mais votado da história de Minas Gerais. Mineiro de Belo Horizonte, cristão e conservador, tem sua atuação pautada pela defesa da família, da liberdade e do livre mercado. Formado em Direito pela PUC Minas, atua na Comissão de Constituição e Justiça e presidiu a Comissão de Educação da Câmara. É colunista do jornal Gazeta do Povo.