Nikolas Ferreira abre seu canal para dar voz a um testemunho que a mídia ignora: a história de cristãos perseguidos na Ucrânia durante a guerra de 2014. O Pastor Filemon Soares, que trabalhou como missionário no país durante 16 anos, relata as atrocidades vividas por crentes, as igrejas estabelecidas, o asilo que ajudava inúmeras famílias, e como a fé resistiu ante o caos do conflito armado.
Missão cristã na Ucrânia
A obra do evangelho na Ucrânia começou em 1998, quando o Pastor Filemon Soares e sua equipe iniciaram trabalho missionário que se expandiu de forma significativa. Ele não apenas pregava em igrejas, mas estabelecia estruturas de assistência social que beneficiavam dezenas de famílias vulneráveis.
“Nós fomos fazer missão na Ucrânia no ano de 98 e chegando começamos a fazer a obra do Senhor. Fruto deste trabalho missionário nós deixamos além dessas igrejas o asilo como também uma entidade filantrópica que ajudava 17 anos a NATO.” Nikolas Ferreira, relatando o testemunho do Pastor Filemon.
O trabalho missionário também alcançou setores inesperados. Pastor Filemon ganhou para Cristo jogadores de futebol, incluindo o famoso Fernandinho da seleção brasileira, que hoje congrega em uma igreja evangélica na Inglaterra. Esses frutos demonstravam a capacidade da mensagem cristã de transformar vidas em contexto multicultural e de pressão política extrema.
Barricadas e trincheiras
A situação mudou drasticamente quando a guerra civil eclodiu. O que começou como barricadas nas ruas evoluiu para trincheiras, e a presença militar russa se tornou cada vez mais agressiva. O pastor acordava cedo, muitas vezes às 4 da manhã, para tentar entender o que estava acontecendo. A realidade era devastadora.
“Começou uma guerra civil ou a intervenção militar da Rússia. Primeiro eles entrincheiraram o estado onde eu estava. A gente não percebeu que aquilo se tornaria uma guerra. Eu acordava todos os dias às quatro horas da manhã para saber o que realmente estava acontecendo.” Nikolas Ferreira, descrevendo o escalate da violência.
As cenas eram indescritíveis. Corpos, pessoas ainda agonizando nas ruas, feridos sem braços. O caos se transformou em conflito armado quando o exército iraniano, com apoio da Rússia e da Chechênia, tentou retomar a cidade com bombardeios aéreos e helicópteros. A Ucrânia, que fica no caminho entre a Rússia e a Europa, é vista por Moscou como um território a ser anexado.
O medo histórico dos ucranianos
A violência russa não é nova para o povo ucraniano. Durante o período soviético, a Rússia matou milhões de ucranianos através de fome propositalmente provocada. Esse trauma coletivo explica o pânico e a revolta presentes nas ruas durante o conflito.
“O povo ucraniano tem um pavor imenso da Rússia porque os russos na época do período soviético mataram milhões de pessoas. Matou de fome com método de propósito, tirando comida das pessoas. 6 milhões de ucranianos foram mortos.” Nikolas Ferreira, contextualizando o pavor dos ucranianos.
Esse medo existencial explica por que, quando viram seu governo se alinhando à Rússia, a população ucraniana se revoltou de forma tão violenta. Não era apenas política, era questão de sobrevivência. Todas essas pessoas tinham parentes que foram vítimas de atrocidades russas no passado.
Perseguição aos cristãos
Durante o período de maior tensão, cristãos que realizavam trabalho de intercessão pela paz foram alvo de perseguição sistemática. Separatistas da Chechênia rotularam as ações religiosas como movimentos políticos disfarçados, o que desencadeou represálias.
“Nós começamos um trabalho em praça pública de intercessão pela paz da Ucrânia. Só que o separatista da Chechênia disseram isso é um movimento político disfarçado de religião. Então nós começamos a ser perseguidos.” Nikolas Ferreira, explicando como a fé virou alvo.
O pastor foi marcado para morrer. Seu serviço secreto russo começou a persegui-lo através da embaixada. Durante esse período, outros pastores foram executados. O pastor Filemon foi sequestrado e levado a um local desolado onde presenciou a morte de um colega pastor. O trauma dessa cena permaneceu vivo em sua memória e mental por muito tempo.
A fuga e a libertação
No momento crítico, o Pastor Filemon fez uma escolha que o salvou. Ele revelou seu documento de identidade diplomática brasileira para autoridades russas que o detinham. Essa credencial lhe deu proteção suficiente para ser liberado, especialmente após comunicação com o serviço secreto quando o espaço aéreo foi reaberto.
“Naquele momento eu tive a ideia de mostrar a minha diplomação no documento de boa fé. O Brasil tem relações diplomáticas. Eles constataram que um é melhor eu sair da linha. Com a ajuda do serviço secreto, quando o espaço aéreo abriu na segunda-feira, saiu um voo. No segundo voo nós viajamos para o Brasil.” Nikolas Ferreira, relatando a fuga.
Quando retornaram, fecharam a casa, deixaram a garagem do jeito que estava, fizeram as malas e voltaram ao Brasil. A obra que havia florescido por 16 anos foi abandonada às pressas, deixando igrejas sem pastores, um asilo sem recursos, e famílias sem a assistência que dependiam.
Principais pontos
- Pastor Filemon trabalhou como missionário na Ucrânia por 16 anos, estabelecendo igrejas, asilo e entidade filantrópica;
- A guerra de 2014 começou com barricadas que evoluíram para trincheiras e conflito armado;
- Cristãos foram perseguidos após realizar trabalho de intercessão pela paz;
- O pastor foi marcado para morte e presenciou execução de colega;
- Seu documento diplomático brasileiro o salvou da morte quando sequestrado;
- A família retornou ao Brasil quando o espaço aéreo foi reaberto;
- O trabalho missionário estabelecido foi abandonado diante do caos da guerra.
Perguntas frequentes (FAQ)
Quem é o Pastor Filemon Soares?
Pastor Filemon Soares é um missionário evangélico que trabalhou na Ucrânia por 16 anos, estabelecendo igrejas, um asilo e uma entidade filantrópica que assistia famílias vulneráveis antes de ser forçado a fugir durante a guerra de 2014.
Por que cristãos foram perseguidos durante a guerra na Ucrânia?
Separatistas da Chechênia rotularam ações religiosas de intercessão pela paz como movimentos políticos disfarçados, o que desencadeou perseguição sistemática contra cristãos que realizavam essas atividades.
Quantas pessoas o pastor tinha ajudado na Ucrânia?
Através da entidade filantrópica que coordenava, o pastor assistia 17 anos de pessoas, com um asilo e obras evangelísticas que tocavam desde a população carente até atletas profissionais.
Como o documento diplomático brasileiro salvou o pastor?
Quando sequestrado por separatistas, o Pastor Filemon revelou seu documento de identidade diplomática brasileira, que deu credibilidade suficiente para negociar sua libertação com autoridades russas.
Qual foi o impacto da fuga na obra missionária?
A obra que floresceu por 16 anos foi completamente abandonada. Igrejas ficaram sem pastores, o asilo perdeu seus recursos, e famílias que dependiam da assistência ficaram desamparadas.
A perseguição religiosa na Ucrânia é tema ignorado pela mídia?
Sim, como relata o pastor em sua entrevista, a mídia ocidental concentrou-se em aspectos políticos da guerra, deixando na sombra as atrocidades cometidas especificamente contra cristãos.
Como pessoas podem apoiar perseguidos por sua fé no mundo?
Através de oração, apoio a organizações missionárias, suporte financeiro a trabalhos de resgate, e amplificação de histórias como a do Pastor Filemon que revelam realidades ocultadas pela grande mídia.
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FAQ: Perguntas Frequentes
Sobre o que trata o artigo “Cristão na Ucrânia: a história não contada”?
Pastor Filemon Soares relata perseguição a cristãos durante a guerra na Ucrânia e o trabalho missionário deixado em abandono.
Onde assistir ao vídeo completo?
O conteúdo original está disponível no canal oficial de Nikolas Ferreira no YouTube.
Como acompanhar o trabalho de Nikolas Ferreira?
A atuação parlamentar e os conteúdos oficiais podem ser acompanhados nas páginas Sobre mim, TV Nikolas e Agenda.
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Nikolas é atualmente Deputado Federal pelo estado de Minas Gerais sendo, em 2022, eleito o deputado mais votado do país e o mais votado da história de Minas Gerais, com 1,49 milhão de votos e apenas 26 anos. Hoje, na Câmara e nas redes sociais, luta pela Verdade, pela Família e pelo Brasil.
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